quinta-feira, 12 de junho de 2008

Especial VI: MINILABs e as CORES

Para fechar esta série de reportagens sobre as Minilabs eu resolvi postar algo muito interessante sobre as cores, como uma curiosidade. Conversando com o técnico em fotografia Sandro Luiz Mafra me atentei a uma questão que corriqueiramente é citada, mas nem sempre compreendida: como as cores agem no processo fotográfico e nas Minilabs de impressão?

Comumente dizemos “negativo pra cá”, “negativo pra lá”. Mas você sabe porque os negativos são negativos?

O padrão de cores primárias na fotografia é o RGB (red, green e blue — vermelho, verde e azul). Todas juntas formam o branco, separadas são a decomposição da cor branca. Se individualmente cada cor unir-se a uma outra, as cores complementares (secundárias) serão formadas.

R + G = Y (yellow —amarelo)

B+ G = C (cyan — azul esverdiado)

R + B = M (magenta — rosinha)


Na composição de Y o que falta para ela ser branca?

Se R + G = Y, logo a cor primária não utilizada nesta composição é B.


R + G = Y + B = branco

B+ G = C + R = branco

R + B = M + G = branco


A cor complementar à cor secundária é sempre a cor ausente para transformá-la em branco.

Y e B

C e R

M e G

Portanto, os negativos são negativos pois no momento em que o filme é sensibilizado pela luz os filtros das cores primárias, separadamente, só captam a cor a qual a imagem real se refere. Exemplo: se fotografarmos uma maça o filtro sensibilizado será o R (red). Logo, o corante que fixará o filme no momento da revelação (processo negativo) será o C (cyan).


O processo de impressão também é negativo. No momento em que os filtros de cores agem para imprimir a imagem o processo negativo da revelação soma-se ao processo negativo da impressão, formando a cor positiva (negativo + negativo = positivo). Ou seja, o pigmento que será passado ao papel será o complementar ao do negativo. Na fotografia digital a imagem é positiva, por isso a impressão (queima do papel), somente neste caso, é negativa. Imagens positivas são exatamente a imagem fotografada, a que foi exposta.

As Minilabs fazem impressão em modo RGB (luz), arquivos em modo CMYK (modo de gráficas, tintas) não ficam totalmente naturais quando impressas em Minilabs. No modo RGB as cores são intensificadas por exposição à luz, no modo CMYK as cores são intensificadas por acréscimo de preto.

Imagens: divulgação

O supervisor de controle de qualidade e manutenção de equipamentos fotográficos Dalmocir Mafra, 58 anos, explica todo este processo de cores. Ouça a entrevista.

boomp3.com



Veja a reportagem completa:

Especial I: MINILAB
Especial II: SURGIMENTO DAS MINILABs

Especial III: AS MINILABs

Especial IV: PROCESSO de REVELAÇÃO na MINILAB
Especial V: IMPRESSÃO na MINILAB DIGITAL

Especial VI: MINILABs e as CORES

Especial V: IMPRESSÃO na MINILAB DIGITAL

A primeira minilab digital lançada mundialmente foi a Frontier, da Fujifilm. Atualmente existem diversos modelos de Minilabs digitais e três métodos de impressão: MLVA, Laser ou iBeam.

MLVA: processo no qual a luz branca é emitida por uma lâmpada direcionada a um “tubo”. Antes de propagar-se no neste tubo a luz passa por três filtros de cor (R, G e B), separadamente, que iluminam o papel. A emissão de informações de cor é feita por micro válvulas, uma espécie de “monitor”, de 1 cm X 30cm, que ficam na ponta oposta à luz no tubo.

Estas micro válvulas são compostas por pequenas lâmpadas que, como uma peneira, direcionam as informações de cor em pontinhos (pixels), queimando o papel de forma sincronizada e gerando uma imagem positiva.

Laser: este sistema não possui lâmpada de luz branca, há três canhões que projetam as cores primárias (cada um emite uma cor) em um prisma. Este prisma gira compulsivamente, misturando as cores e as lançando sobre pontos específicos do papel, numa espécie de varredura para queima. O custo deste equipamento é o mais alto dentre os demais.


iBeam: lançada no ano passado, esta técnica foi desenvolvida como forma de baratear o processo de impressão. A fonte de luz provém de “lâmpadazinhas”, chamadas de LEDs, com vida útil maior que a lâmpada do MLVA e mais acessível que o sistema Laser. Contudo, este equipamento faz ampliações menores, somente em até tamanho A4. Os três filtros de cor (R, G e B) são refletidos em espelhos por direções distintas e direcionadas para o papel.

Imagens fornecidas pela empresa Noritsu de SP


Em qualquer equipamento, independente da técnica de impressão, o papel depois de exposto a luz e aos filtros de cor é submetido ao processo de revelação. As fotos impressas passam por uma estufa (secam) e são separas em gavetas (por cliente).


Com informações de Sandro Luiz Mafra, técnico há 15 anos em fotografia.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Especial IV: PROCESSO de REVELAÇÃO na MINILAB

O registro da imagem se dá no momento em que a luz sensibiliza os sais de prata do filme (máquina analógica), ou o sensor CMOS — versão atual do CCD — que transforma as informações de luz e cor em arquivo (máquina digital). Em ambas as situação a imagem precisa ser processada (revelada). O processamento nos Minilabs ocorre em quatro etapas para o filme e em três para o papel:
Foto: Janine Mello Duarte

Revelador: analisa quanto cada parte da imagem foi sensibilizada com a luz. No caso analógico, quando o material sensível (filme), anteriormente exposto a luz, passa por esta ação, o revelador reage com os cristais de halogeneto de prata (sais de prata), transformando-os em minúsculos grãos de prata metálica por um processo de oxidação.

Tempo de exposição: 45 segundos para o papel / 3 minutos para o filme.

Branqueador: acopla os corantes (cores) à prata revelada e prepara a não sensibilizada para a eliminação, a transformando novamente em halogeneto de prata.

Tempo de exposição: 1 minuto e meio para o filme. No caso do papel, o branqueador age conjuntamente ao fixador (um único produto denominado de fixador branqueador) : 45 segundos de exposição para o papel.

Fixador: a solução fixadora dissolve e elimina os cristais de prata não sensibilizados e, portanto, não revelados. Este composto é revendido pois acumula quantidades reutilizáveis de prata, apesar de não ser puríssima. O filme costuma reter uma média de 16 gramas de prata por litro de solução, enquanto o processamento de papel rende apenas 6 gramas.

Tempo de exposição: 1 minuto e meio para o filme. No caso do papel, o fixador age conjuntamente ao branqueador (um único produto denominado de fixador branqueador) : 45 segundos de exposição para o papel.

Estabilizador: neutraliza a ação do fixador (como detergente) e possibilita secagem uniforme da fotografia (sem manchas). O estabilizador é um advento dos Minilabs, pois substituiu a lavagem em água corrente (necessário para conter o desperdício de água).

Tempo de exposição: 2 minutos para o papel / 4 minutos para o filme.

O técnico em fotografia Sandro Luiz Mafra, 34 anos, que conversou comigo sobre as Minilabs,destacou que esta última etapa é fundamental para a conservação da fotografias, pois não permite a saturação de fixador, o que causa rápida decomposição da imagem fotográfica.
Um exemplo de falta de neutralização e perda precoce da fotografia, lembrado por Sandro, são as impressões feitas com a máquina Polaroid. Neste equipamento as imagens eram registradas e em seguida o papel passava por rolos que aplicavam a solução reveladora e o fixador branqueador para impressão instantânea.
Foto: divulgação

Nos Minilabs analógicos o processo completo de revelação dura
aproximadamente 15 minutos e todos os químicos são mantido em +ou- 38.0 º C.

Já os Minilabs Digitais levam cerca de 6 minutos (processamento e impressão) e mantém os químicos entre 35.0 º C e 38.0 º C. De acordo com Sandro Mafra, todos estes químicos são diluídos proporcionalmente em água e precisam ser repostos ao longo do dia para a recomposição do poder de atividade.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Especial III: AS MINILABs

Minilab analógica: Revelação de filmes


- Processamento apenas de filmes coloridos. Os filmes PB (preto e branco) ainda são revelados em câmaras escuras.

- Funcionamento: dois filmes podem ser revelados por vez. Uma placa de plástico retangular (Líder) é presa por uma fita resistente à temperatura aos filmes, conduzindo-os pelos tanques de químicos durante o processo (uma trava alerta quando os filmes já não correm perigo de queima pela luz e dois novos filmes podem ir para a máquina).

- Processo completo: 15 minutos (+ou-).

- Químicos: Revelador, branqueador, fixador, estabilizador. Temperatura: 38.0 º C. Os negativos passam por todos os tanques dos respectivos químicos.
Mesmo tem
po e temperatura para todos os filmes, desconsiderando o ISO (determinante do grau de sensibilidade do filme).

- Os negativos que saem da máquina já estão secos e prontos para a impressão (aguardam pendurados em cabides).



Minilab de impressão analógica de negativos – coloridos e PB


- Funcionamento: há um visor, no qual os negativos são passados um a um, que emite as informações de cor e luz do negativo diretamente às fotocélulas. Estas fotocélulas são micro lâmpadas que fazem um balanço das informações e ajustam (determinam) os filtros de luz — densidade da imagem: quanto mais clara a foto mais tempo de exposição à luz). Todas essas analises do Minilab podem ser calibradas pelos técnicos, caso haja um equívoco por parte do equipamento.

-Impressão varia entre 300 e 400 DPI (pixels por polegada), depende da máquina.

- Um rolo de papel por vez. Tamanho padrão: 10 x 15 cm. Permite ampliações.

- Utiliza papel Fosco ou Brilho.

- Químicos: Revelador, fixador branqueador, estabilizador. Temperatura: 38.0 º C. Os negativos passam por todos os tanques dos respectivos químicos.

- Processo completo: 8 minutos (+ou-).

- As fotos impressas são separas em gavetas (por cliente).



Minilab de impressão digital MLVA – coloridos e PB

Funcionamento: veja Especial V.

- As fotos impressas são separas em gavetas (por cliente).

-Impressão varia entre 300 e 400 DPI (pixels por polegada), depende da máquina.

- Permite alterações nas imagens (contraste, brilho, cor).

- Os negativos são escaneados duas vezes. Na primeira vez é feito uma espécie de raio-x do negativo. Podem ser feitas alterações na imagem (contraste, brilho, cor). O segundo escaneamento confirma as alterações e emite o arquivo da imagem já modificada para impressão.

- Dois rolos de papel por vez, podendo ter tamanhos diferentes. Permite ampliações. Utiliza papel Fosco, Brilho ou Metálico.

- Químicos: Revelador, fixador branqueador, estabilizador. Temperatura: 38.0 º C. Os negativos passam por todos os tanques dos respectivos químicos.

- Processo completo: 6 minutos (+ou-).


Minilab de impressão digital Laser – coloridos e PB


Funcionamento: veja Especial V.

- As fotos impressas são separas em gavetas (por cliente).

- Dois rolos de papel por vez. Permite ampliações: 25 x 28 cm (máximo). Utiliza papel Fosco, Brilho ou Metálico.

- 1.000 fotos 10 x 15 cm por hora – Ampliação: 200 fotos por hora.

- Químicos: Revelador, branqueador (fixador), estabilizador. Temperatura: 38.0 º C (revelador) - 35.0 º C (os demais). Os negativos passam por todos os tanques dos respectivos químicos.

- Estufa: 60.0 º C

- Processo completo: 5 minutos (+ou-).




Fotos: Janine Mello Duarte e Marinês Barboza


  • Há também a máquina Microlab, que processa (revela) e imprime em um único equipamento. Contudo, não é muito encontrada em laboratórios, pois , apesar de poder ser calibrada por técnicos, muitas fotografias são mal avaliadas quanto a densidade (claro e escuro) pela Microlab.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Especial II: SURGIMENTO DAS MINILABs

Quando idealizei o tema da minha reportagem pensei em abordar a Evolução da Fotografia, apenas uma das minhas matérias contemplaria as Mililabs. Contudo, após conversar com o técnico em fotografia Sandro Luiz Mafra, 34 anos, coletei informações suficientes para fazer a série completa. Sandro está envolvido com fotografia há 15 anos e atualmente trabalha em uma empresa fotográfica no Centro de Floripa.

Desde rapaz Sandro já se interessava por fotografia, não por fotografar em si, mas as técnicas fotográficas sempre o agradaram. Boa parte do conhecimento dele foi adquirido na rotina de trabalho no laboratório que o pai, Dalmocir Mafra, teve durante muitos anos. Há quatro décadas trabalhando com fotografia, Dalmocir, 58 anos, é supervisor de controle de qualidade e manutenção de equipamentos na mesma empresa do filho Sandro.

Ambos colaboraram muito nesta reportagem. Informações de Sandro estão em todos os Posts da reportagem e a primeira sonora do sr. Dalmocir você confere logo abaixo da síntese do surgimento das Minilabs.


A idéia de automatizar o trabalho de processamento de fotos (revelação) foi concebida e levada adiante pelo japonês K
anichi Nishimoto. A necessidade dessa aceleração no processo foi sentida durante a II Guerra Mundial, época em que o envio de imagens era extremamente deficiente. O envio de notícias e fotografias da guerra era tardio e os recursos energéticos eram precários.

Nishimoto começou a pensar em um método de revelação que descentralizasse os processamentos dos laboratórios fotográficos com uma fonte alternativa de energia. Nishimoto criou, então, a empresa japonesa Noritsu, em 1951.

A companhia desenvolveu rodas d’águas para gerar energia e mover os equipamentos de processamento, fato que aprimorou a revelação de fotografias. Esta técnica foi aperfeiçoada e outras máquinas desenvolvidas, já sem depender de rodas d’água (advento da Noritsu retratada na logomarca da empresa).

Porém, mesmo com todo o avanço no processamento das fotografias e a invenção de equipamentos (deixando para trás a necessidades de bandejas de químicos), a tecnologia em processadores já não era o suficiente.

As etapas ainda ocorriam de forma separadas e exigiam muita mão-de-obra. Neste período as fotografias demoravam muito para serem reveladas, o serviço demorava cerca de dois dias para ser finalizado e entregue ao cliente. Momento em que a Noritsu uniu-se a alemã Agfa, referência em impressoras da época, e desenvolveu-se o Quick Service System — Sistema de Serviço Rápido —, ou Service One Hour — Serviço em uma Hora —,surgindo, em 1978, as Minilabs (Mini Laboratórios).

O primeiro equipamento lançado mundialmente foi o System I, com 3 metros de comprimento. No Brasil os Minilabs chegaram em 1982 já com o modelo System II. A maquina foi desenvolvida com a ajuda do, na época, estagiário brasileiro da Noritsu Sílvio Maeda. Recém formado em engenharia, Maeda participou de todo o processo de criação da System II e a trouxe ao país para comercialização.


O veterano Dalmocir Mafra fala sobre as mudanças causadas pela chegada da Minilab. Ouça o testemunho de quem vivenciou todo este processo.

boomp3.com

domingo, 8 de junho de 2008

Especial I: MINILAB

Tirar fotografias e tê-las reveladas e impressas em uma hora é um dos recursos imediatistas das últimas décadas. Você consegue conceber a idéia de ter que aguardar dias sem poder ver o resultado de suas fotografias? Imagine-se sem o visor das máquinas digitais e sem a rapidez na entrega de fotografias impressas. Contemple a idéia, leitor, contemple.

Não, já não é viável para as gerações mais atuais idealizar algo tão defasado. Mas acredite, seus pais e avós já tiveram que esperar muito.

A aposentada Isabel Ramos, 78 anos, lembra-se com clareza e afeto dos momentos em que a família reunia-se para tirar “retratos” e registrar ocasiões especiais. Isabel ri ao relembrar a expectativa das três filhas ainda pequenas para ver o resultado das fotografias.

“Era decepcionante, mas engraçado, quando as fotos da nossa família vinham com as cabeças cortadas”, conta. Não, as cabeças decepadas não eram culpa do esposo "fotógrafo", George Mello. Na verdade a perspectiva desregular era causada pela diferença de ângulo entre o obturador e o visor da câmera da família, de visor direto.

Isabel lamenta pela quantidade de pessoas que praticamente dispensam o advento da revelação rápida. “Era tão prazeroso tirar fotos e mandar revelar. Agora os mais jovens tiram fotografias com ‘outras máquinas’ [digitais] e não as guardam em álbuns”.

Avó de quatro netos, Isabel enfatiza o gosto de olhar fotos antigas. “Eu gostaria que os meus netos fizessem como eu fazia. O melhor é tirar o retrato, mandar revelar e guardá-lo para matar saudades”.

Sais de Prata Fotografia apresenta a série da reportagem especial: MINILAB, os mini laboratórios de processamento e impressão de fotografias. Confira!


Foto: arquivo pessoal

domingo, 1 de junho de 2008

Fotográfo James Tavares



James Tavares, um dos mais importantes fotógrafos de Florianópolis, começou cedo a exercer a profissão pelo qual é apaixonado até hoje. O reflexo disto são registros importantes para a história da cidade, feitas com precisão e sagacidade.

Confira o vídeo dos alunos de Jornalismo Karla Simas e Fábio Lima para saber um pouco mais sobre James Tavares.

domingo, 13 de abril de 2008

Pinhole: Luz, latinha, furo de agulha e AÇÃO

A Pinhole é umas das técnicas fotográficas mais antigas do mundo. Ela funciona exatamente como uma câmara escura (quarto), que por meio de um pequeno orifício projeta uma imagem invertida (de cabeça para baixo) na parede oposta. Antes mesmo da invenção de câmeras fotográficas e de filmes, a Pinhole já era capaz de gravar uma imagem em um pedaço de papel filme.

A câmera Pinhole pode ser construída com qualquer material (latas, caixas de papelão ou de madeira, etc.), desde que esteja inteiramente vedado e com o interior totalmente tingido de preto por um spray ou tinta. O pequeno furo, feito por uma agulha, substitui a lente (objetiva) por onde a luz entra, marcando no papel a imagem para qual o orifício está voltado. O papel filme deve ser posicionado do lado oposto do furo, ou seja, a luz irá propagar-se dentro da câmara escura e fixará no papel a imagem refletida.

Como funciona

A projeção da Pinhole equivale-se a uma máquina Grande-angular, que capta com amplitude as imagens (como um retrovisor de ônibus). O processo para o registro fotográfico pode demorar de 10 segundos até 20 minutos, aproximadamente. O que determina por quanto tempo o papel filme deve ficar exposto é a quantidade de luz que entra pelo furo.

Não é recomendável tirar fotos de pessoas, animais, ou de qualquer coisa em movimento. Objetos que permaneçam estáticos são ideais, caso contrário apenas um borrão será captado no papel filme.

Após definir qual será o objeto do registro, deve-se posicionar a Pinhole com o orifício voltado para o mesmo. É muito importante que a máquina esteja firme, ou seja, utilize uma mesa, ou até mesmo o chão, ao invés de a segurar com as mão.





A fita que veda o furo deve ser retirada e posta novamente após o tempo necessário para que a luz queime o papel com a forma desejada. No caso da foto acima, por exemplo, o objeto estava dentro de um local fechado e iluminado artificialmente, já que era noite. Mesmo após 15 minutos de exposição, vê-se que não tive sucesso em fotografar a placa de ticket alimentar, que estava sobre a mesa. Percebam que os retângulos escuros no alto da imagem são as lâmpadas (maior foco de luz).



Já nesta foto, feita durante o dia (por volta das 12 horas), apenas 15 segundos bastaram para que o parquinho infantil fosse registrado com precisão.

Fotos: Janine Mello Duarte

Na hora e no lugar certos


Estas


e


outras


Fotos Tiradas no Momento Certo
estão no Blog Blingit.

Fotografias que impactaram o mundo



Impactam pois trasmitem emoção e verdade. Verdade de uma bagagem de guerras, de lutas e de personagens marcados na memória de diversas nações.

Vídeo no Youtube.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Contemplando o quintal


O que será que querem... Por que tanto me fotografam?”. Deve ter pensado esse morador de rua – de olhar desconfiado - enquanto vários alunos de fotojornalismo da Faculdade Estácio de Sá faziam “clics” dele, na ida à Lagoa da Conceição, no último dia oito. Este homem foi enquadrado por várias máquinas e por diversos olhares. De frente, de perto, de perfil, ou de longe, como na minha foto. Provavelmente não fomos os primeiros e nem os últimos a registrar a presença dele naquele belo cenário.Ainda no finalzinho da missão, eu pude presenciar a serenidade daquele homem ao apreciar o reflexo do sol nas águas da Lagoa ao lado de um cãozinho. Queria que toda lição de casa fosse prazerosa assim!

Foto: Janine Mello Duarte

Tirar fotos faz bem para a saúde e queima calorias

Foto batida na Lagoa da Conceição há algumas semanas atrás. Acredite, eu cheguei a pensar que esta foto iria sair totalmente tremida: tive que parar bruscamente e fazer a fotografia após ter corrido desde o começo da ponte (lado do centrinho) até a Avenida das Rendeiras para alcançar esta moça que caminhava ligeiramente. Também, com esse visual, quem não encara uma corridinha?

A galera da faculdade foi a campo para a primeira sessão de fotos com máquinas profissionais. Utilizamos a analógica Nikon 35mm.

Foto: Janine Mello Duarte

Estou em "gestação". FOTOGRAFIA é o nome!

Bom, não sou fotógrafa profissional e também não sei de tudo. Estou passando pela primeira cadeira de fotografia da faculdade e estou apenas engatinhando. Confesso que estava super ansiosa para começar a ter Fotojornalismo, mas é tudo muito melhor que eu esperava. Uma delícia poder babar sobre um papel fotográfico e dizer: “Esta foto ‘muitíssimo bem fotometrada’ é minha, é minha”.(Risos)

Sei que minha contribuição ainda é pouca, mas, sem dúvida, partilharei aqui no Blog do conhecimento que adquirir sobre a arte de fotografar. Enfim, fotografia é uma sopa quente que estou comendo pelas beiradinhas. Sei que desta técnica, ou deste prazer, vou “lamber até o prato”. Na madrugada de quarta-feira (27/03) cheguei a sonhar com as benditas máquinas e retratos. Agora saio na rua e tudo fica enquadradamente estático. Quem me dera poder colocar fotos mentais no meu portifólio...

sexta-feira, 14 de março de 2008

O descanso do vôo


A foto de Isabella Villanueva foi tirada em Florianópolis, com uma máquina analógica Eos 5000. Scaneada, foi postada no site Flickr.

Eu acho que era um domingão...

Ai, ai...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Fotografias que marcaram a história



Famosas fotografias reunidas neste vídeo publicado no Youtube descrevem em imagens o contexto de fatos importantes e marcantes da história mundial.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Novidade

Olá, seja bem-vindo ao meu Blog.

Fique a vontade...

Abraços